Radar da Pneumologia

Dormir bem diminui risco de infarto, aponta pesquisa

julho 6, 2016 • Por

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Estudo desenvolvido na Academia Russa de Ciências Médicas mostrou que dormir mal pode aumentar as chances de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Segundo o pneumologista Dr. Pedro Genta, despertar sem cansaço indica que as horas de sono foram suficientes.

“Em geral, são indicadas de sete a nove horas de sono por noite, mas essas quantidade são individuais”, pontua o Dr. Genta, membro da subcomissão de Distúrbios Respiratórios do Sono da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e médico do Hospital do Coração (HCor).

Para realizar a pesquisa, os especialistas russos recrutaram, em 1994, 657 homens com idade entre 25 e 64 anos, todos mantinham um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e baixo consumo de álcool, sem histórico familiar de infarto, AVC ou diabetes.

Primeiramente, a qualidade do sono de cada um foi avaliada de acordo com a Escala Jenkins, que identifica a frequência do sono e a dificuldade de dormir ao longo da noite. Nos 14 anos seguintes, os especialistas mediram a incidência de AVC e de ataques cardíacos.

Ao comparar os resultados, eles perceberam que os homens classificados como portadores de distúrbios do sono tinham de 2 a 2,6 vezes mais chances de terem infarto, e entre 1,5 e 4 vezes mais chances de ter AVC.

Falta ou excesso de sono estão associados a diabetes tipo 2, hipertensão arterial, alterações respiratórias e obesidade.

A privação de sono está associada a diabetes tipo 2, hipertensão, alterações respiratórias e obesidade e certamente é responsável pela redução da expectativa de vida. “O tempo de sono ideal seria sete horas por dia. Mas, além da quantidade, é importante que esse descanso tenha qualidade e seja reparador”, alerta o Dr. Pedro Genta.

Fonte: Investimentos e Notícias