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CFM critica a abertura de novos cursos de Medicina anunciados por ministérios da Saúde e da Educação

julho 16, 2015 • Por

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No último dia 10, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, criticou o anúncio dos ministérios da Saúde e da Educação sobre a criação de novos cursos de Medicina em instituições privadas no Brasil.

De acordo com o médico, “ignora-se o impacto desse processo na segurança do paciente e no ético desempenho da Medicina, surgindo um ciclo vicioso, onde alunos mal preparados serão médicos e educadores com pouca formação e limitações inaceitáveis no exercício das suas especialidades”.

Dr. Vital defende, ainda, que em vez de fomentar a expansão de novos cursos, o governo assuma a responsabilidade de oferecer condições de trabalho, equipe multiprofissional, rede de referência e contrarreferência, possibilidade de progressão funcional e de acesso a cursos de educação continuada.

Segundo um estudo elaborado em 2012 pelo ex-secretário de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde e professor da Universidade de São Paulo, Milton Arruda, feito com base no tamanho da população brasileira e de médicos, dentre outros aspectos, não seria necessário nenhuma nova medida além das que já foram tomadas para ampliar o número de profissionais no país nos próximos anos.

“Ações que excedam esse limite podem trazer preocupante desequilíbrio nesta relação, com repercussões na qualidade dos futuros médicos e do atendimento prestado. Sem qualquer nova medida, em aproximadamente 15 anos já teríamos 4,4 médicos por mil habitantes, taxa superior a qualquer país no mundo”, afirma o especialista.

Fonte: CFM

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