Radar da Pneumologia

Tomar anticoncepcional sem orientação pode causar tromboembolia pulmonar

agosto 11, 2016 • Por

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A advogada Karina Barretto, de 35 anos, tinha histórico de embolia na família e, sem saber do risco, tomou pílula contraceptiva por mais de dez anos. Depois de vários exames, foi localizado um trombo na altura do tórax que levou ao enfarto em parte do pulmão esquerdo.

“No início de 2015 eu estava sentindo uma dor forte do peito até a costela. Doía para respirar. Fui à emergência e o médico disse que era muscular. Fui medicada. Melhorou, mas não passou. Com o passar dos dias foi se agravando”, explicou a jovem.

A tromboembolia pulmonar acomete cerca de 150 mil pessoas por ano no Brasil. A doença também leva ao aumento do trabalho do coração e pode evoluir para insuficiência cardíaca.

Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou às mulheres sobre o risco de automedicação e contraindicações:

Trombose-ARTE

A presidente da Associação dos Ginecologia e Obstetras de Pernambuco, Luiza Menezes destacou que, além do risco natural da pílula, algumas mulheres têm chances aumentadas de desenvolver tromboembolismo. Segundo ela, esses medicamentos têm ação aterogênica, ou seja, podem formar placas que geram o embolo.

Em Pernambuco, as internações por trombose e embolia venosa, arterial e pulmonar têm subido vertiginosamente nos últimos cinco anos. Em 2011, foram 252 casos, contra 820 em 2015, um aumento superior a 220%. Neste ano já são 404 hospitalizações até junho.

A Anvisa não possui legislação que possa obrigar os médicos a notificarem eventos relacionados a medicamentos. Mas o cidadão pode informar reações adversas pelo canal Anvisa Atende (0800 642 9782).

Fontes: Folha Pernambuco e Tribuna da Bahia.