Radar da Pneumologia

Prática de atividade física é essencial para o tratamento de doenças respiratórias

fevereiro 27, 2017 • Por

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Veja como os exercícios físicos podem ajudar a melhorar a capacidade respiratória de pacientes com asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

O pneumologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dr. Clystenes Odyr Soares Silva, explica por que é importante se exercitar com a finalidade de tratar doenças respiratórias crônicas.

No caso da asma, caracterizada pela inflamação crônica dos brônquios, é imprescindível que os sintomas estejam controlados. Portanto, acompanhamento médico constante e tratamento medicamentoso com broncodilatadores de uso contínuo são primordiais para evitar a falta de ar e o chiado no peito e motivar os pacientes a praticar exercícios.

Antes de começar a treinar, é importante verificar as condições do local, pois a poluição do ar e as mudanças de temperatura podem ser gatilhos para crises.

Não é recomendado realizar exercícios em avenidas movimentadas, onde há grandes índices de poluição. Já em parques e praças, apesar da melhor qualidade do ar, ainda deve-se tomar cuidado com a exposição a altas temperaturas. É bom evitar os horários entre 10 e 14h, principalmente nos meses de verão.

De acordo com o especialista, a academia é o local mais indicado, porque é possível ter mais controle sobre o ambiente. Ainda assim, é recomendado não utilizar ar condicionado durante os exercícios, por causa da redução brusca da temperatura e da umidade do ar.

No caso dos pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), “aliar o uso contínuo de broncodilatadores inalatórios com a prática de esportes é importante para garantir uma melhor qualidade de vida, pois diminui os riscos de exacerbações”, explica Dr. Clystenes.

Por ser uma doença mais grave e que atinge pessoas com mais idade, é necessário ter um acompanhamento médico mais próximo para fazer exercícios. “O profissional deve realizar uma avaliação cardiorrespiratória, por meio do exame de ergoespirometria, e ponderar se o paciente necessita de oxigenação complementar durante os treinos”, recomenda o especialista.

“O sedentarismo está atrelado a diversas doenças. O paciente não pode deixar que condições crônicas sejam justificativas para não realizar atividade física. Com tratamento adequado e conhecendo suas limitações, a prática é essencial para manter e aumentar a qualidade de vida”, reafirma o Dr. Clystenes.

Fonte: Portal Nacional de Seguros.