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Dia Mundial da Tuberculose contribui para a desmitificação da doença

Março 20, 2017 • Por

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Com a adoção do tema “Unidos pelo fim da Tuberculose: não deixe ninguém para trás”, a Organização Mundial da Saúde (OMS) irá focar suas ações para combater o estigma, a discriminação e a marginalização, buscando superar barreiras no acesso ao tratamento da TB.

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia apoia as iniciativas do Dia Mundial da Tuberculose. A Comissão Científica de TB da SBPT traz mais informações na íntegra sobre a doença, clique aqui para ler o documento.

Enfrentar as necessidades de saúde dos desfavorecidos, dos marginalizados e dos que estão fora do alcance do sistema de saúde significará melhorar o acesso aos serviços de saúde para todos. Isso é essencial para atingir o objetivo de acabar com a tuberculose até 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e da Estratégia da OMS contra a TB.

A data proporciona espaço para discutir sobre a doença e planejar colaborações, a fim de oferecer serviços preventivos de qualidade que alcancem todas as pessoas.

Histórico

A OMS relatou que, em 2016, 10,4 milhões de pessoas contraíram TB, sendo que 1,8 milhões morreram, tornando a doença a principal causa infecciosa de morte no mundo.

A tuberculose está profundamente enraizada em populações onde os direitos humanos e a dignidade são limitados. Ainda que qualquer pessoa possa contrair TB, a doença prospera entre os que vivem na pobreza, comunidades e grupos marginalizados e outras populações vulneráveis, tais como migrantes, refugiados, minorias étnicas, idosos, mulheres marginalizadas, crianças, mineiros e outros que trabalham e vivem em ambientes vulneráveis.

Fatores como a desnutrição, condições inadequadas de moradia e saneamento, agravados por consumo de tabaco e álcool e diabetes, afetam a vulnerabilidade à TB e o acesso aos cuidados de saúde.

Adicionalmente, o acesso é dificultado pelos custos catastróficos associados à doença, à busca e à permanência dos cuidados de saúde, além da falta de proteção social, resultando em um ciclo vicioso de pobreza e saúde precária. Além disso, a transmissão da TB multirresistente (MDR-TB) acrescenta grande urgência a essas preocupações.

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Fontes: Organização Mundial da Saúde e Comissão Científica de Tuberculose da SBPT.