Radar da Pneumologia

Luz infravermelha pode ajudar no tratamento da pneumonia

abril 10, 2017 • Por

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que a luz infravermelha pode ajudar a curar a pneumonia e a diminuir o uso indiscriminado de antibióticos.

Cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da USP, em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), descobriram que a luz infravermelha, ao reagir com uma substância utilizada em exames de contraste, pode matar bactérias nos pulmões.

Durante três anos de estudo, os pesquisadores submeteram camundongos a esse experimento, que consiste em fazer com que os animais inalem a substância e se exponham ao laser por meia hora.

“Após o teste, as bactérias morreram e os ratos não tiveram dano algum no tecido dos pulmões. Já nos animais que não receberam tratamento, a infecção progrediu, levando a uma pneumonia que provavelmente não teria mais cura”, contou a pesquisadora Mariana Carreira Geralde.

Nos próximos cinco meses serão iniciados os estudos clínicos para começar a analisar os resultados do tratamento em pacientes portadores de pneumonia.

Clique aqui e assista o vídeo sobre a pesquisa no site do G1.

Impacto

A descoberta, publicada na revista científica da Sociedade Americana de Fisiologia, representa uma nova forma de lidar com a pneumonia, já que com os medicamentos convencionais há o aumento da resistência das bactérias com o passar do tempo.

“As bactérias não desenvolveram resistência a esse tipo de tratamento. É uma técnica simples de ser aplicada, com inalação e iluminação, e finalmente é uma técnica dentro da realidade econômica. A ciência tem esse dever de desenvolver coisas que são acessíveis à atual sociedade”, comentou o pesquisador Vanderlei Salvador Bagnato.

Para o pneumologista Dr. Lenon Tiossi, a descoberta é uma esperança no sentido de evitar o uso exagerado de medicamentos. “Até os antibióticos que hoje são considerados ‘top de linha’ para tratamento de certo tipo de pneumonia estão perdendo o seu efeito devido ao uso indiscriminado”, avaliou.

Fonte: G1