Radar da Pneumologia

Exercício físico pode prevenir crises de asma

julho 28, 2017 • Por

A nadadora Etiene Medeiros, 1ª brasileira campeã no Mundial de Piscina Curta, Piscina Longa e Jogos Pan-Americanos, começou a praticar o esporte para controlar a asma. Os limites da atividade física variam de caso para caso, mas a prática é boa para todos, alertam pneumologistas.

“Eu sou asmática, comecei a natação para a minha saúde, e ajudou bastante na minha capacidade pulmonar”, disse a nadadora de alta performance ao jornal A Tarde.

A mesma asma, porém, quase a complicou depois, quando foi pega em um exame antidoping em 2015 por causa da substância Fenoterol, encontrada no medicamento para asma Berotec. Ela foi inocentada depois de provar o que havia acontecido.

De acordo com orientações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, se o exercício leva a sintomas da asma ou não, vai depender do condicionamento físico, da intensidade da atividade e do ambiente em que se exercita.

Caso a crise aconteça, ela geralmente começa de 5 a 10 minutos depois de parar de se exercitar e, às vezes, horas mais tarde. Apesar de menos comum, é possível que ela ocorra durante a prática.

O ambiente também influencia no aparecimento dos sintomas. Temperatura, umidade climática, poluição do ar, fungos suspensos e o vapor químico disperso da piscina podem ou não desencadear asma. Os fatores são diferentes em cada caso da doença.

Em geral, todos os asmáticos podem e devem praticar atividade física. Basta que a doença esteja controlada e que o praticante escolha a modalidade e a intensidade mais apropriadas.

Fontes: ESPN e SBPT.