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Tosse: um sintoma que não pode ser negligenciado

agosto 8, 2017 • Por

A tosse tende a piorar no inverno, entre junho e setembro. Quando frequente, é necessário consultar um médico. Veja por que o sintoma aparece, qual é a relação com o tabagismo e quando devemos nos preocupar.

A tosse é aguda quando dura menos de três semanas e crônica quando persiste além desse período. Quanto à presença de secreção, pode ser seca (sem secreção) ou produtiva, com expectoração de secreção branca (mucosa), catarral, purulenta ou sanguínea.

O sintoma pode ter relação com uma causa irritativa, que envolve mudanças de clima; inalação de poeira, poluentes ambientais e alérgenos, como ácaro, pêlo e fumaça; além de tabagismo, presença de irritantes ácidos no estômago, pingamento de secreção do nariz e estresse.

De acordo com a pneumologista e diretora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Dra. Valéria Goes Pinheiro, as secreções produzidas pelo nariz, seios da face, garganta, traqueia e pulmões são eliminadas diariamente de forma fisiológica, sem que o indivíduo perceba. “Mas em algumas situações, como a produção aumentada da secreção, ou ressecamento e obstrução da via de eliminação do muco, a tosse surge como um mecanismo normal de defesa das vias respiratórias”, explica a médica.

Quando o sinal está associado ao tabagismo

A Dra. Maria Da Penha Uchoa Sales, coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo do Hospital de Messejana, em Fortaleza, pontuou que a tosse associada ao fumo deve ser investigada, principalmente quando a duração é superior a três semanas ou quando estiver associada a outros sintomas, como dispneia, dor torácica ventilatória dependente, febre, fadiga e perda de peso.

“É preciso fazer o diagnóstico diferencial em casos de sinusopatia, hiperreatividade brônquica, refluxo gastroesofágico, assim como doenças infecciosas, síndrome pós-infecciosa, bronquite crônica e neoplasia pulmonar”, orienta a Dra. Penha.

Fonte: Diário do Nordeste.