Radar da Pneumologia

Supremo Tribunal Federal suspende, mais uma vez, o julgamento de aditivos de sabor no tabaco

agosto 16, 2017 • Por

O STF adiou novamente a decisão de manter ou não a resolução da Anvisa (RDC 14/2012), que proíbe a adição de sabor nos produtos do tabaco. O atraso da definição, aguardada há cinco anos, representa também um atraso social para o Brasil, que costuma protagonizar ações efetivas de controle do tabagismo.

De acordo com a pneumologista Dra. Penha Uchôa Sales, coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o cigarro com sabor representa um grande risco à saúde coletiva, porque seduz o jovem a querer experimentar produtos que são comprovadamente nocivos ao organismo.

“Enquanto se espera este julgamento, há cinco anos, foram registrados cerca de 1900% novos sabores de cigarro, de 2012 a 2016”, alerta a médica.

Além da questão do sabor, a indústria do fumo tem diversificado as formas de consumo da nicotina para atrair novos consumidores. É o caso do cigarro eletrônico, cigarro aquecido e demais opções, que levam o usuário a acreditar no mito de que esses produtos são menos perigosos para a saúde e que podem ajudar a parar de fumar.

Os pneumologistas alertam que não existem maneiras seguras de consumo dos derivados do tabaco. São mais de 4.700 substâncias químicas associadas a diversos tipos de doenças pulmonares, cardiovasculares e câncer, além de causar séria dependência física, psicológica e comportamental.

É importante pontuar que os dispositivos eletrônicos para fumar, que incluem os cigarros eletrônicos e aquecidos, estão proibidos no Brasil, com base em resolução de 2009 da ANVISA (RDC 46/2009).

Confira as peças de divulgação da campanha do Dia Nacional de Combate ao Fumo: