Radar da Pneumologia

Philip Morris institui fundação de combate ao fumo

setembro 18, 2017 • Por


Indústria internacional de tabaco criou a “Fundação Para Um Mundo Livre de Tabagismo”, com um aporte de US$ 80 milhões para financiar pesquisas supostamente independentes sobre redução de danos e mortes decorrentes do fumo.

Diante desta contradição, a ONG Campaign for Tobacco-Free Kids (CTFK) alertou para o fato de que todos os esforços passados da Philip Morris não foram nada mais que ações para distrair a atenção de suas práticas de marketing, dos perigos de seus produtos e do consenso científico já existente. Portanto, não há razão para acreditar que este anúncio será diferente.

Segundo a Dra. Vera Luiza C. Silva, Secretária Executiva de Controle do Tabaco da OMS, fica claro que a iniciativa da Philip Morris busca expandir o mercado de outras formas de consumo do tabaco, como o cigarro aquecido e os ENDs (Electronic Nicotine Delivery Systems).

De acordo com ela, o próprio coordenador da fundação da PMI, Dr. Derek Yach, já foi diretor executivo da OMS, mas trabalha para a iniciativa privada desde 2003 , e recentemente aderiu ao movimento a favor dos cigarros eletrônicos. A Philip Morris, no entanto, utiliza o nome da instituição pública para tentar dar credibilidade à campanha.

Em carta aberta enviada à PMI, 94 organizações de todo o mundo questionam: se a empresa diz que age de forma responsável, por que continua a vender cigarro? De acordo com a CTFK, se a Philip Morris realmente estivesse comprometida com um futuro sem fumo, deveria tomar duas atitudes:

1 – Apoiar as políticas de redução do tabagismo conduzidas pela Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, da Organização Mundial da Saúde, em vez de tentar derrubá-las, conforme foi noticiado pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT).

2 – Parar de fazer marketing de cigarro e servir de exemplo para outras companhias.


Para aderir à mobilização contra a Philip Morris pelas redes sociais, utilize a hashtag #QuitPMI.

Fontes: Business Wire e ACT.