Radar da Pneumologia

Esclareça suas dúvidas sobre Terapia Intensiva

setembro 19, 2017 • Por

O familiar que acompanha a delicada situação de um parente na UTI busca compreender todos os procedimentos médicos realizados e observar as reações do paciente. Veja algumas das dúvidas mais comuns sobre cuidados intensivos:

1) Após ficar no respirador mecânico, meu familiar necessitou de uma traqueostomia. Isso é permanente?

A traqueostomia permite a respiração através de um orifício no pescoço. Isso facilita a limpeza de secreções e também ajuda quando o processo de liberação do respirador mecânico é muito prolongado. Na maioria das vezes, é possível voltar a respirar pela boca e nariz, e o orifício da traqueostomia é fechado.

2) Quando a infecção se alastra para os outros órgãos, quer dizer que a condição é fatal?

A sepse, também conhecida como septicemia ou ‘infecção generalizada’, acontece quando a infecção de um órgão, por exemplo o pulmão, determina uma resposta inflamatória que pode acometer órgãos a distância, como o rim. É uma condição grave, com mortalidade em torno de 40%, mas tratável. É importante o reconhecimento precoce para que o tratamento antibiótico possa ser iniciado prontamente.

3) Meu familiar está todo inchado na UTI. Isso faz mal?

O inchaço ou edema é comum em pacientes graves internados em unidades de terapia intensiva. Sua origem é multifatorial, envolvendo o imobilismo, falta de albumina no sangue, dificuldade de eliminar líquidos pelos rins. O edema periférico não preocupa. Sua resolução virá com a melhora global da saúde do paciente: com o tempo, todo esse líquido acumulado será eliminado através da urina.

4) Meu familiar está com sepse e os rins pararam de funcionar.  Isso quer dizer que ele necessitará de diálise para sempre?

A hemodiálise é uma terapia que substitui a função dos rins enquanto eles estão impossibilitados de eliminar líquidos e escórias presentes no sangue. Felizmente, a recuperação da função renal é a regra, e só a minoria dos pacientes necessita de diálise cronicamente.


Informações: Dr. Eduardo Leite Vieira Costa, Coordenador da Comissão Científica de Terapia Intensiva da SBPT.