Radar da Pneumologia

12 de novembro é Dia Mundial da Pneumonia

novembro 10, 2017 • Por


Nesta semana, o mundo une forças para disseminar informações sobre a pneumonia, infecção dos pulmões comum nos meses de outono e inverno, que pode ser provocada por vírus, fungos ou bactérias.

Trata-se da 2ª doença respiratória mais comum no Brasil. Também, pneumonia é a 3ª maior causa de mortes globais e a doença infecciosa que mais mata crianças abaixo de cinco anos, segundo a OMS.

A maioria dos casos de pneumonia é precedida por infecções das vias aéreas superiores. Alguns tipos de pneumonias, como as virais, podem ser transmitidas por tosse, espirros ou contato. Um quadro gripal pode predispor ao aparecimento de infecção de via aéreas inferiores, como é a pneumonia. Assim, quando uma infecção viral não melhora na primeira semana, deve-se suspeitar que outra infecção, como bacteriana, possa estar se sobrepondo ao quadro viral.

Nas pneumonias de etiologia bacteriana que se desenvolvem em comunidade, e naquelas que levam pacientes à hospitalização, o agente causador mais comum é a bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae).

O diagnóstico precoce da doença acelera a resposta do indivíduo ao tratamento e contribui para uma recuperação completa. Deve-se ficar atento aos menores sinais de febre, tosse com secreção, falta de ar ou dor no peito ou nas costas ao respirar. Casos mais graves costumam provocar também prostração, confusão mental e respiração acelerada.

“A criança que apresenta tosse e dificuldade para respirar (dispneia) corre risco de ter pneumonia”, explica Patrícia Barreto, pneumologista pediátrica do Hospital Vitória e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. “O diagnóstico é firmado no exame, quando a criança apresentar aumento da frequência respiratória e sinais de desconforto respiratório, ou seja, a respiração mais rápida, a barriguinha entrando, aparecendo as costelas. A ausência de febre não descarta a doença”, completa a especialista.

Por isso, a vacina pneumocócica conjugada é parte do calendário básico de imunização infantil do Brasil.

Além disso, para prevenção de pneumonias, adultos pertencentes aos grupos de risco – como portadores de doenças crônicas agudas e idosos acamados – também devem ser vacinados.

Além da vacina, outras medidas de prevenção são importantes:

– Evitar aglomerações de pessoas;

– Manter uma boa alimentação;

– Deixar a casa arejada sempre;

– Lavar bem as mãos;

– Praticar atividade física regularmente;

– Não fumar;

– Não consumir álcool em excesso;

– Evitar se expor a mudanças bruscas de temperatura.

Em comunicado, a ALAT lembra de outras maneiras essenciais de precaução:

  • Proteger os recém-nascidos e as crianças por meio da amamentação e da nutrição adequada;
  • Tratar pessoas com HIV com terapia anti-retroviral com uso de profilaxia com cotrimoxazol para crianças expostas ao vírus;
  • Reduzir a poluição do ar em casa, evitando ficar próximo da fumaça do cigarro;
  • Garantir o acesso a antibióticos, à identificação precoce de hipoxemia com oxímetro de pulso e ao fornecimento de oxigênio suplementar, se necessário.


Dia Mundial da Pneumonia: debate apresenta as particularidades da doença no Brasil

No contexto do 33º Congresso da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, o Presidente da SBPT, Dr. Fernando Lundgren, ministrou a palestra “Brasil: um retrato da pneumonia comunitária”.

O conteúdo explica por que a pneumonia adquirida na comunidade é a principal causa de morte no mundo relacionada a doenças infecciosas. A apresentação esclarece como a doença aumenta de forma gradual, paralelamente às alterações demográficas, uma vez que a pneumonia adquirida na comunidade tem maior incidência de acordo com a idade.

Confira a apresentação aqui.


Fontes: Dra. Mônica Corso, Coordenadora da Comissão Científica de Pneumonia da SBPT, BBC, ALAT e SPP.