Radar da Pneumologia

Dia Nacional de Combate ao Câncer: pulmão é um dos órgãos mais afetados

novembro 27, 2017 • Por


Com cerca de 28 mil novos casos por ano no Brasil, o câncer de pulmão é mais comum entre fumantes, pessoas expostas ao fumo passivo ou a toxinas, como o amianto, ou ainda com histórico familiar da doença.

Sintomas como tosse, dor e chiado no peito geralmente se manifestam em estágios mais avançados. Na fase inicial, podem aparecer os mais variados sinais. Inclusive, 75% dos diagnósticos são feitos por médicos não-cancerologistas.

Por isso é tão importante instituir uma data como o Dia Nacional de Combate ao Câncer, em 27/11, para integrar profissionais e estudiosos da saúde.

O tratamento do câncer de pulmão depende da situação histopatológica e clínica de cada paciente. A prevenção mais eficaz ainda é combater o tabagismo, responsável por 80% dos casos.

Além disso, para se prevenir, é importante se consultar com um médico pelo menos uma vez ao ano para avaliar o quadro. Se tiver histórico de tabagismo, pode ser necessário se submeter a exames adicionais, como tomografia computadorizada e biópsia, de acordo com as normas da NLST, para aumentar as chances de detectar a doença em estágio inicial.

Árvores urbanas melhoram a qualidade do ar e já reduzem casos de câncer de pulmão em idosos

Estudo da USP aponta que a presença de árvores diminui a quantidade de material particulado no ar, o que pode reduzir casos de doenças respiratórias.

Para chegar a esse resultado, a pesquisadora Bruna Lara de Arantes cruzou dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

“O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e também um dos mais absorvidos pelas plantas. Isso acontece porque ele tem um tamanho microscópico, de 10 microgramas por centímetro cúbico (µg/cm³), o que permite que ele passe pela nossa respiração sem ser filtrado”, explica a cientista.

Além dos dados coletados pela Cetesb, Bruna passou a analisar o entorno das estações de monitoramento, onde havia mais asfalto, construções, árvores e gramado, identificando as espécies de plantas que habitam um raio de 100 metros da estação.

Por fim, ela delimitou os locais das mortes por câncer de pulmão em idosos e relacionou esses dados aos índices atmosféricos. Veja os detalhes aqui.


Fontes: INCA; ELF; USP e Diário do Nordeste.