SBPT na mídia

Respirar o ar de SP por duas horas pode ser equivalente a fumar um cigarro

dezembro 5, 2017 • Por


Pesquisa da USP mediu a quantidade de carbono no pulmão de pessoas que viveram pelo menos 30 anos na capital e constatou que o índice é equivalente ao de um fumante leve, que consome até dez cigarros por dia.

Cientistas da Universidade de São Paulo compararam a exposição do paulistano à poluição do ar com os impactos do cigarro no organismo. Para isso, foram selecionados 2 mil pulmões de pessoas recém falecidas. As famílias preencheram um questionário para detalhar se o indivíduo era fumante, onde passou a maior parte da vida, qual era a atividade profissional, quanto tempo ficava no trânsito, etc.

A análise apontou que os níveis de partículas finas inaláveis (material particulado ou MP 2,5) está 90% acima dos níveis seguros, que são de 10 microgramas/m³. A concentração média anual da cidade é de 19 microgramas/m³.

Em entrevista à BandNews FM, o Pneumologista HCFMUSP e Hospital Alemão Oswaldo Cruz, além de Coordenador da Comissão Científica de Câncer de Pulmão da SBPT, Dr. Gustavo Faibishew Prado, falou sobre medidas preventivas para evitar os malefícios da poluição atmosférica.

Ele explica que o primeiro foco desta agressão é o pulmão, mas as partículas atingem também a corrente sanguínea e podem afetar todo o organismo, acelerando o desenvolvimento de doença cardiovascular e derrame cerebral, por exemplo. Ouça um trecho da entrevista:

 

Segundo a ONU Meio Ambiente e a Organização Mundial de Saúde, cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência de poluição do ar (metade é proveniente de fogões a lenha e aquecimentos caseiros a carvão). Segundo as organizações, mais de 80% das cidades têm níveis de poluição acima dos recomendáveis.


Fontes: Estadão e Band News.