Radar da Pneumologia

Tratar distúrbios do sono garante mais saúde e qualidade de vida

Fevereiro 26, 2018 • Por


Segundo pesquisas, quatro em cada dez pessoas têm algum transtorno enquanto dormem. A privação do sono aumenta o risco de doenças cardiovasculares e neurológicas.

Se você acorda cansado ou tem dificuldade para dormir, o primeiro passo é diagnosticar o problema com um especialista e fazer o exame de polissonografia para detectar alterações no sono com mais precisão.

“Em caso de distúrbios respiratórios, como a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), o tratamento pode incluir o uso de BiPAP ou CPAP para manter as vias aéreas desobstruídas”, explica a pneumologista Regina Magalhães Lopes, especialista em Medicina do Sono pela SBPT e médica do Hospital Mater Dei. O BiPAP e CPAP são aparelhos adaptados a uma máscara e ligados à eletricidade

Já em caso de insônia, a recomendação é seguir a chamada “higiene do sono”, hábitos que podem ser adotados cerca de 30 minutos antes de dormir, eficazes para relaxar e evitar a necessidade de indução do sono por medicamentos.

Como fazer higiene do sono:

1 – Mantenha o ambiente escuro, silencioso e com uma temperatura agradável antes de dormir;

2 – Não use aparelhos eletrônicos na hora de dormir, como celular, computador ou TV;

3 – Evite exercícios físicos intensos à noite;

4 – Prefira ingerir alimentos mais leves no período noturno;

5 – Em caso de estresse, terapias complementares podem ajudar, como ioga, acupuntura e meditação.

O sono é um período de restauração da capacidade física e mental, tanto que existem reações hormonais e neurológicas que só acontecem quando dormimos. São quatro estágios de profundidade do sono: na fase REM (Rapid Eye Movement) ocorrem os sonhos vívidos, os olhos se movem rapidamente e a atividade cerebral é intensa.

“Durante as três primeiras fases do sono, o corpo economiza energia, promove a restauração de tecidos, há aumento da massa muscular e liberação do hormônio de crescimento. Na última fase do sono, conhecida como REM, se consolida a memória e o aprendizado”, explica o neurologista Felipe Sales.

Você sabia?

  • A insônia pode causar ganho de peso: a taxa do hormônio grelina aumenta, que causa a sensação de fome. Enquanto a leptina, que inibe o apetite, diminui.
  • A taxa de insônia é maior entre mulheres e idosos. Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), a prevalência de insônia no idoso varia de 19% a 38%.
  • Doenças cardiovasculares, artrite, obesidade, enfisema pulmonar, asma, diabetes, doença renal ou câncer dificultam o sono.
  • Somente 30% dos adultos com dificuldade para dormir procuram ajuda profissional.

Fonte: Associação Brasileira do Sono e Saúde Plena (Portal UAI).