Radar da Pneumologia

Abril é o mês de atenção à sarcoidose

Abril 6, 2018 • Por


A característica da sarcoidose é crescimento de células inflamatórias em múltiplos órgãos de forma aguda ou crônica. Segundo dados epidemiológicos, dez em cada 100 mil brasileiros podem ter a doença.

A sarcoidose pode atingir qualquer gênero ou grupo étnico, mas é mais comum em mulheres adultas de até 50 anos.

A doença foi descrita pela primeira vez em 1877 pelo médico inglês Jonathan Hutchinson. É uma enfermidade multissistêmica, de causa desconhecida e com diversas apresentações clínicas, desde a forma assintomática até estágios com disfunções de múltiplos órgãos.

Estima-se que a sarcoidose possa regredir espontaneamente em até 30% dos casos, no entanto, a maioria evolui de forma crônica, atingindo pele, olhos, coração, fígado, rins, glândulas salivares, sistema pulmonar, linfoide, nervoso e endócrino e da musculatura esquelética.

Sarcoidose e os pulmões

A sarcoidose acomete os pulmões em 80 a 90% dos casos. A avaliação da doença torácica é feita tradicionalmente pela telerradiografia de tórax e classificada em estágios:

Estágio 0: sem acometimento torácico;
Estágio I: linfonodomegalia hilar;
Estágio II: linfonodomegalia hilar e acometimento pulmonar intersticial;
Estágio III: acometimento intersticial pulmonar;
Estágio IV: presença de doença cicatricial.

Na sarcoidose, os pacientes podem ter tosse seca e persistente, febre, perda de peso, sudorese noturna, falta de ar, entre outros sintomas, o que frequentemente leva a um diagnóstico tardio ou equivocado, confundido com a tuberculose.

O diagnóstico da sarcoidose é firmado com tomografia de alta resolução ou biópsia, que mostra a infiltração de granulomas nas vias aéreas.

A sarcoidose é mais comum nos lobos superiores e pode causar distorção arquitetural (envolvimento pulmonar bilateral e assimétrico), retração hilar e redução do volume dos lobos superiores, estreitamento das vias aéreas, fibrose do tecido pulmonar e bronquiectasias.

Curso de Radiologia Torácica – UFPA