Radar da Pneumologia

Goiás está em alerta para o aumento de casos de H1N1

Abril 9, 2018 • Por


Foram 44 casos graves de H1N1 notificados no estado, cinco de H3N2, um de Influenza B e outros 274 pacientes diagnosticados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por outras causas. Pernambuco e Mato Grosso do Sul também estão em atenção.

A epidemia sazonal da gripe, predominante nos períodos de inverno e tempo seco, já causou 6 mortes este ano em Goiás. O vírus afeta as vias respiratórias superiores — nariz, garganta e, às vezes, os pulmões.

A infecção dura geralmente cerca de uma semana, com sintomas como febre alta, dor de cabeça, mal estar, falta de apetite, tosse, presença de catarro, dor de garganta ou diarreia. Em casos mais graves pode ocorrer pneumonia.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% das doenças relacionadas à influenza.

A imunização será antecipada para esta sexta-feira (13/04) na Grande Goiânia. A vacina deve chegar a toda a rede pública de saúde em 23 de abril. Idosos, portadores de doenças crônicas ou imunodeficiências e pessoas em situação de risco social devem ser vacinadas com prioridade.

Pacientes com as seguintes doenças respiratórias devem tomar a vacina o quanto antes:

  • Asma em uso de corticoide inalatório ou sistêmico (Moderada ou Grave);
  • DPOC;
  • Bronquiectasia;
  • Fibrose Cística (FC);
  • Doenças Intersticiais do Pulmão (DIP);
  • Displasia broncopulmonar;
  • Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP);
  • Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade.

Influenza (gripe)

Os vírus influenza do tipo A apresentam em sua superfície externa as substâncias (antígenos) hemaglutinina (H) e neuraminidase (N), que definem os diversos subtipos virais, por exemplo, H3N2, H1N1, H1N2, H5N1, entre outros.

Como é o vírus da gripe?

Como o vírus é mutável, as pessoas não têm imunidade aos novos vírus circulantes e, por isso, a gripe reaparece todos os anos. “O vírus influenza A acomete outros mamíferos (gripe suína) e também aves (gripe aviária) e por isso há trocas de material genético entre espécies, em um processo conhecido como ‘rearranjo’, produzindo um novo vírus híbrido”, explica o pneumologista Mauro Gomes, da Comissão Científica de Infecções Respiratórias da SBPT.

Para se prevenir, além da vacinação, é recomendado lavar a mão várias vezes ao dia com água e sabão, cobrir a própria boca com o braço ao tossir ou espirrar, manter os ambientes bem ventilados e não se aproximar muito de pessoas infectadas. Na ausência de água e sabão, higienizar as mãos com álcool gel também é uma boa alternativa.