SBPT na mídia

Empresas de ônibus têm até 20 anos para reduzir emissão de poluentes em SP

Maio 4, 2018 • Por


Novo edital de licitação exige que as companhias de transporte da capital paulista diminuam as emissões de CO2 em pelo menos 50% até 2028. O pneumologista Dr. Gustavo Prado falou sobre o assunto à TV Globo durante o Curso Nacional de Atualização em Pneumologia da SBPT.

Em 2009, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou uma lei que visava transformar toda a frota de ônibus da cidade em veículos de energia limpa. Porém, como o sistema opera há cinco anos com contratos emergenciais, a prefeitura não investiu na renovação e falhou em cumprir a legislação.

Dos 14.457 ônibus da frota municipal, 98% usam o diesel, apenas 201 veículos são trólebus – movidos a energia elétrica -, dez são abastecidos com etanol, e um é elétrico.

Com a nova medida, a intenção é reduzir a zero a emissão de poluentes até 2038, incluindo dióxido de carbono (CO2), materiais particulados e óxido nitroso (N2O).

O médico pneumologista e coordenador da Comissão de Câncer de Pulmão da SBPT, Dr. Gustavo Prado, alertou que a poluição emitida pela queima do diesel pode agravar os quadros de doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente em populações mais vulneráveis, como crianças e idosos.

De acordo com uma pesquisa da FMUSP que analisou várias bases de dados durante cinco anos, a redução da frota de caminhões em São Paulo contribuiu para diminuir as internações por doenças cardiorrespiratórias.

Desde que o trecho sul do Rodoanel foi inaugurado em 2010, cerca de 20 mil caminhões deixaram de passar por dentro da cidade, o que resultou na diminuição de até 25% na poluição por óxidos de nitrogênio (NOx) e outros gases tóxicos produzidos pela queima do diesel.

Fontes: G1 e GloboNews.