SBPT na mídia

Vítimas do desabamento no Largo do Paissandu têm dificuldade de respirar

Maio 9, 2018 • Por


Uma semana após o incêndio que levou à queda do Edifício Wilton Paes de Almeida, no Centro de São Paulo, moradores da região têm sintomas como dor de garganta, rouquidão e dispneia, por causa da nuvem de poeira que se formou nos entulhos.

O pneumologista Dr. Hugo Goulart de Oliveira, chefe da unidade de endoscopia respiratória do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) afirmou que o material particulado (MP), oriundo do trabalho do maquinário pesado para retirada dos escombros e inalável em suspensão, pode causar a proliferação de fungos e bactérias.

Ao jornal Estadão, ele explicou que o sistema respiratório não se adapta ao ambiente com poeira e poluição. “Ingerimos cerca de 7.500 litros de ar por dia ou 6 litros por minuto. Imagina a quantidade de ar que o nosso aparelho respiratório tem que filtrar”, alertou o especialista, que recomenda o uso de máscara descartável para ajudar a proteger as vias respiratórias.

“Crianças, idosos e alérgicos têm maior sensibilidade aos estímulos externos, portanto são os mais prejudicados”, completa o médico, que prestou atendimento às vítimas da tragédia da boate Kiss em 2013.

Tosse e a produção de catarro são os primeiros sintomas de doenças que podem se agravar com a poeira, como a bronquite, bronquiolite e a pneumonia.

Segundo o auxiliar de enfermagem Carlos Eleutério Barros, do “Consultório na Rua”, programa da Secretaria Municipal de Saúde, muitas famílias têm procurado atendimento com sintomas como dor de garganta e problemas respiratórios desencadeados pela poeira e pó. “Nos primeiros dias, as mães trouxeram muitas crianças com febre. Algumas já tinham asma, bronquite, que se agravaram com a fumaça”, afirmou.

O Corpo de Bombeiros persiste na busca por sete pessoas desaparecidas.

Confira a matéria completa no Estadão.