SBPT na mídia

Brasileiros enfrentam tempo seco e queimadas frequentes em boa parte do país

julho 17, 2018 • Por


A baixa umidade do ar e o aumento da poluição atmosférica, agravados pelo de fumaça das queimadas e pelo desmatamento, podem causar mais crises de doenças alérgicas, como rinite, sinusite, asma, bronquite e faringite, e facilitar o contágio de doenças infecciosas, como gripe e resfriado.

Conforme a OMS, a taxa ideal para a umidade relativa do ar (UR) é de aproximadamente 60%. Nos estados do Ceará, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o índice tem variado entre 22% e 25% no mês de julho. No Distrito Federal e em São Paulo (capital e interior), a situação é ainda mais crítica, com UR entre 18% e 20% esta semana (16/07/2018).

Nas capitais, a umidade relativa do ar costuma ser menor, devido à quantidade maior de poluentes liberados pela queima do combustível – monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), hidrocarbonetos (HC) e material particulado (PM).

No entanto, a queima frequente de biomassa no interior de São Paulo, que muitas vezes é decorrente do plantio da cana-de-açúcar, também causa queimadas e incêndios, liberando alta quantidade de material particulado e outros poluentes.

Além de causar irritação das vias aéreas, tosse e dificuldade de respiração, a poluição atmosférica pode levar à inflamação dos pulmões, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e até câncer de pulmão.

Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, não chove há 50 dias. Em entrevista ao jornal A Cidade ON, o pneumologista da SBPT, Luis Renato Alves, recomendou à população evitar lugares com aglomeração de pessoas e, principalmente, tomar bastante água. “Lavar bem as mãos é primordial para prevenir doenças infecciosas. Umidificar o ambiente também é uma boa dica”, orientou o médico.  


Fontes: Júlia Fernandes – A Cidade ON e G1.