Radar da Pneumologia

Vigitel divulga a frequência de fumantes no Brasil em 2017

agosto 3, 2018 • Por


De acordo o relatório da Vigitel, amostragem do Ministério da Saúde referente a 27 cidades brasileiras, a média de adultos que fumam é de 10,1%, sendo maior entre o sexo masculino (13,2%) do que feminino (7,5%). A frequência foi mais baixa em Salvador (4,1%) e mais alta em Curitiba (15,6%).

O documento considera fatores de risco ou proteção para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como tabagismo e exposição passiva ao tabaco, excesso de peso e obesidade, padrões de alimentação e atividade física, consumo de bebidas alcoólicas, autoavaliação do estado de saúde, prevenção de câncer e morbidade referida.

Na publicação, é considerado tabagista todo indivíduo que fuma, independentemente da regularidade e intensidade. O relatório apresenta a frequência de pessoas que declararam fumar 20 ou mais cigarros por dia e o índice de fumantes passivos no domicílio ou no local de trabalho.

Entre homens, a maior frequência de fumantes foi encontrada em Curitiba (18,3%), São Paulo (17,2%) e Porto Alegre (16,7%) e, entre mulheres, em Curitiba (13,2%), São Paulo (11,7%) e Florianópolis (9,6%). Enquanto os menores índices ocorreram em Salvador (5,9%), Teresina (7,7%) e João Pessoa (8,0%), no caso dos homens, e em Aracaju (1,6%), São Luís (2,2%) e Salvador (2,6%), para as mulheres.

O índice tende a ser menor entre os adultos jovens (antes dos 25 anos de idade) e entre os adultos com 65 anos ou mais. Além disso, a frequência do hábito de fumar diminuiu com o aumento da escolaridade e foi particularmente alta entre homens com até oito anos de estudo (18%), excedendo em cerca de duas vezes a ocorrência entre indivíduos com 12 ou mais anos de estudo.

 

A Rússia e a política antitabagista

Os deputados russos estão discutindo sobre um projeto que pode ser um dos maiores do mundo contra o tabagismo. A proposta é banir a compra de cigarros por qualquer pessoa nascida depois da aprovação da lei, mesmo quando atingir a maioridade, ao passo que os atuais fumantes receberiam um “passe” para adquirir produtos fumígenos.

A Rússia é o 5º país em número de fumantes, com média de 40,9% de tabagistas. O primeiro é Kiribati, uma ilha no Pacífico, com índice de 47,4%. O Brasil ocupa a 34ª posição, com taxa de 14%, segundo a OMS.

Contrárias ao “cerco” contra o cigarro, as seis maiores empresas de tabaco do mundo argumentam que o produto falsificado é pior para a saúde pública. É ruim, sobretudo, para a saúde financeira dessas companhias, que dominam o mercado russo, com lucro de R$ 92 bilhões por ano.

Fontes: Vigitel e G1.