Radar da Pneumologia

Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística

setembro 5, 2018 • Por

Doenças consideradas raras, como é o caso da fibrose cística, não são menos perigosas do que as mais comuns. Muito se fala em prevenção e diagnóstico de problemas que acometem o pulmão, mas no caso da fibrose cística, o fator genético é fundamental. Entre as doenças raras, é mais comum do Brasil – estima-se que um a cada 10 mil brasileiros são acometidos pela doença.

O Ministério da Saúde definiu o dia 5 de setembro como o “Dia nacional da divulgação e conscientização da fibrose cística”, e acrescentou a triagem da doença no Teste do Pezinho, exame neonatal. O diagnóstico tardio pode ser fatal, conforme o ministério aponta: nos últimos anos, o prognóstico tem melhorado muito, mostrando índices de 75% de sobrevida até o final da adolescência e de 50% até a terceira década de vida.

O Dr. Rodrigo Athanazio, coordenador da Comissão Científica de Fibrose Cística da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), vê com otimismo o diagnóstico e conscientização do problema: “No manejo da Fibrose Cística, novos tratamentos estão voltados para a correção da proteína alterada pelo defeito genético”, informa o Dr. Rodrigo.

O tratamento exige que o paciente se hidrate, faça exercícios físicos e faça reposição de sódio, visto que a fibrose cística também é conhecida como “doença do beijo salgado” –  Devido à dificuldade do sistema digestório em absorver nutrientes, o paciente tem dificuldades em ganhar peso e precisa repor vitaminas lipossolúveis A, D, E, K.

 “Hoje em dia a Fibrose Cística deixou de ser encarada como uma sentença de morte para as crianças que recebem o diagnóstico. Em muitos países, a expectativa de vida destes pacientes já ultrapassa a quarta década de vida. E o Brasil também vai seguir este caminho”, encoraja o especialista.

Obs: Entrevista recuperada do post: http://pneumoblog.org.br/?p=3359